quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Marina Silva: Ecocapitalismo incongruente

A palavra "Ecocapitalismo" tem sido usada como uma definição do futuro, possível (e pouco provável) governo da candidata mais conflitante dessas eleições: Marina Silva, uma liberal/conservadora/religiosa, que defende plebiscitos devido a sua incapacidade para encarar decisões polêmicas. (Não que ela seja culpada por isso, já que no Brasil a melhor maneira de conseguir votos é justamente evitar temas que possam ir contra a "moral cristã" da nossa sociedade)

Em 30 anos de vida pública, Marina nunca se corrompeu, se vendeu ou blablabla. Isso não é propaganda partidária. O que importa é: O que ela quer fazer pelo Brasil, e porque isso é, na falta de uma palavra melhor, estranho.

Uma breve lida nas diretrizes do programa eleitoral do Partido Verde revela dados e constatações que normalmente eu classificaria como preocupantes, se eles não fossem  tão completamente hilários: Eles não tem a mínima ideia do que vão fazer se chegarem ao governo.

Marina fala sobre dar ênfase ao transporte público, ao mesmo tempo que pretende cortar subsídios do mesmo. Fala sobre aumento salarial para professores, sendo esse baseado em um sistema de metas. Quer transformar o Banco central em uma instituição independente. Fora o ridículo programa de política externa, que se resume a sorrir e concordar com os países mais fortes.

"E quanto ao meio ambiente?" Você deve estar se perguntando.

Eu também queria saber. A única frase que ela já falou sobre isso foi: "Não vamos sacrificar o meio ambiente em nome do progresso!". Parabéns Marina. Você acabou de tirar o "Eco" de ecocapitalismo.

Você pode falar que Serra é um "porco capitalista", ou que Dilma só está lá para "esquentar a cadeira do Lula", mas pelo menos eles sabem o que vão fazer no governo.

Para não dizer que eu só critiquei, é preciso dar crédito: Marina Silva pode estar perdida em um partido que não sabe se vai ou se fica, mas ela tem um histórico de vida pública impecável e seus planos para o estímulo da agricultura familiar são o mais próximo que um candidato chegou da reforma agrária sem falar da mesma.

O que resta é esperar que Marina pare de usar de Demagogias e utilize sua última chance no debate da Rede Globo para divulgar seus planos e metas para o governo. Porque se não, ela irá para as urnas como a "Terceira opção". E todos sabem como isso acaba, não é Enéas 56?

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Debate dos presidênciaveis.

Temos que admitir, esse foi um dos debates mais fracos já vistos até hoje na história da Tv brasileira. O uso e abuso de temas "polêmicos/inúteis" por parte dos candidatos para chocar as massas impressionáveis foi simplesmente sofrível. (Sério. Quantas vezes vão perguntar a Plinio Arruda sobre a liberdade de imprensa? Ele já respondeu essa pergunta umas 15 vezes)

 O pior foi ver temas velhos e batidos sendo discutidos como se fossem problemas imediatos do Brasil. Chegou ao absurdo de termos Serra acusando Dilma pelo "escândalo" do Mensalão. De 6 anos atrás. 6 ANOS. Ela nem estava na Casa Civil a seis anos atrás.

Isso quando os candidatos resolviam responder uma pergunta.

Ver Marina Silva evocando o clássico jargão eleitoral: "Acredito na democracia!" a cada dois minutos foi simplesmente hilário. E eu não estou brincando. Ela realmente disso isso em todas as vezes que teve a palavra.

Deveriam colocar uma foto de Marina no dicionário, ao lado da palavra "Demagogia".

Até mesmo Plínio, que tem o costume de transformar os debates em palcos de Stand-up comedy não conseguiu deixar o quase-que-debate-quase-que-sabatina interessante. E digo sabatina pois os presidênciaveis gastaram mais mais tempo fazendo propaganda gratuita do que evidentemente debatendo.

E assim foi por toda a noite. Marina se esquivando das perguntas, Plinio acusando todo mundo de tudo, Dilma se aproveitando da popularidade de Lula para se defender, e Serra falando alguma idiotice sobre o Mensalão, ou Dinheiroduto ou sei lá o que.

Sinceramente, em um debate no qual o ponto alto foi o mediador se irritando com a platéia, não é de se espantar que Ibope tenha sido menor do que o do Pânico na Tv.
E no Pânico haviam mulheres semi-nuas. Ou seja, peitos. Ou sej-- err, do que estavamos falando mesmo?

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Vida de estudante, por Gregório de Matos

Mancebo sem dinheiro, bom barrete,
Medíocre o vestido, bom sapato,
Meias velhas, calção de esfola-gato,
Cabelo penteado, bom topete;

Presumir de dançar, cantar falsete,
Jogo de fidalguia, bom barato,
Tirar falsídia ao moço do seu trato,
furtar a carne à ama, que promete;

A putinha aldeã achada em feira,
Eterno murmurar de alheias famas,
Soneto infame, sétira elegante;

Cartinhas de trocado para a freira,
Comer boi, ser Quixote com as damas,
Pouco estudo: isto é ser estudante.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Olá, tem alguem aí?

Minha primeira postagem...
Bom, você deve estar se perguntando "qual o sentido deste blog?"
Fácil, ele é um blog sobre tudo e sobre nada.
Eu irei postar comics, poesias, anedotas interessantes (e por vezes verborrágicas) e qualquer coisa que me vier na cabeça.
Ah sim, eu também vou falar muito sobre politica, televisão e talvez um pouco de filosofia.
Mas fique tranquilo, como diz o nome do blog, não haverá nenhum tipo de reclamação sobre a vida ou melancolia/melodrama adolescente. Aqui não tem frescura.